Por quatro anos, minhas férias foram em função do que seria o próximo ano letivo. Quais seriam as próximas aventuras, os novos amigos... mas com a certeza de que em um ano, as coisas recomeçariam do mesmo modo que os outros. Essas são as últimas férias, parece que de repente eu acordei "gente grande", com mais responsabilidades, menos esperança em magia, que algo vá mudar em segundos. Hoje acredito mais do que nunca, que embora todos tenhamos capacidade, só consegue algum reconhecimento quem aposta em muito esforço. Não tenho a menor ideia do que estarei fazendo daqui há exatamente um ano, quem sabe esteja desempregada, talvez comemorando uma prova de ingresso em pós-graduação, ou até mesmo trabalhando. Talvez nenhum dos meus planos deem certo, e o mais incrível é que pela primeira vez na vida estou tendo que levar a sério meus planos para o futuro... O papo entre família de morar no Nordeste se tornou menos palpável, enquanto a preocupação com os concursos públicos do ano aumentam. Meus amigos não estão mais onde eu morava, meus amigos de verdade estão aqui comigo e em breve irão seguir seus caminhos também. O futuro "distante" das festividades do último semestre frequentando aulas chegou, e minha conta bancária continua despreparada... Tão despreparada quanto eu, que ainda ligo chorando vez ou outra para casa, com saudade de alguém deles por perto. Os próximos meses serão essenciais, dignos de decisões que talvez mudem tudo, ou não. É nessas horas que refaço meu pedido do ano milhares de vezes mentalmente: Deus, ilumina meu caminho, minhas escolhas...Amém!
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Recomeçar...
É, final de ano me deixa maluca, emotiva, mais paranoica que o normal. É como se eu chegasse em casa um furacão, cheia de mágoas e eles de alguma forma conseguem arrancar isso de mim... Conseguem recompor minha paciência, minha calma, meu carinho por eles, pela minha vida.
É difícil explicar o tanto que eu tenho refletido sobre a vida, sobre realmente existir... Se realmente isso tudo vale a pena! E mais difícil de explicar, é sobre como as coisas boas chegam até mim nas horas certas. Eu não tenho mais que me culpar por nada, só preciso reaprender a me acalmar. Aí vem um ano de muitas mudanças, sair da zona de conforto que vivo há algum tempinho, procurar novos rumos, ter novas responsabilidades. Céus, quando eu paro para pensar que mais um ano e vão ser 22, um diploma de Engenheira nas costas e o mundo inteiro pra ganhar. É demais ficar com medo?
Talvez tenha sido demais meu descontrole, minha insegurança. Esse foi o ano mais turbulento dos últimos, mas fico feliz que pelo menos cheguei aqui, não sei como, mas cheguei.
E fico mais feliz ainda, porque eu tenho uma família linda, que eu posso chegar aqui no meu porto seguro de qualquer maneira, que a paz desse lugar me acalma, me traz de volta, me faz lembrar quem sou de verdade...

É difícil explicar o tanto que eu tenho refletido sobre a vida, sobre realmente existir... Se realmente isso tudo vale a pena! E mais difícil de explicar, é sobre como as coisas boas chegam até mim nas horas certas. Eu não tenho mais que me culpar por nada, só preciso reaprender a me acalmar. Aí vem um ano de muitas mudanças, sair da zona de conforto que vivo há algum tempinho, procurar novos rumos, ter novas responsabilidades. Céus, quando eu paro para pensar que mais um ano e vão ser 22, um diploma de Engenheira nas costas e o mundo inteiro pra ganhar. É demais ficar com medo?
Talvez tenha sido demais meu descontrole, minha insegurança. Esse foi o ano mais turbulento dos últimos, mas fico feliz que pelo menos cheguei aqui, não sei como, mas cheguei.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Até onde esse espírito de mudança vai chegar, até onde eu vou aguentar mudar tão constantemente? Os últimos anos foram um enorme aprendizado, mas pensando bem... Eu também queria calmaria depois de tudo isso, queria um porto seguro. Assim como é bom voltar para casa e fugir da loucura agora, quero ter minha sensatez de volta, para sempre...
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Flutuando.
Se você realmente quer saber se está tudo bem, não está. Me desculpa, mas eu não tenho mais tempo para ser educada e dizer que meu nome agora é Alice e vivo no País das Maravilhas... Eu estou tentando não me acabar de vez, é só isso. Eu tirei minha bolha do armário, me vesti dela outra vez e não quero ouvir você, nem mais ninguém. Eu não vou sair daqui tão cedo, porque quando eu sai, voltei de um modo tão deprimente que nem eu quis mais me ver no espelho, se acostumaram tanto comigo dentro dela, onde nada me atingia, que eu não podia dar opinião, que eu não podia tocar nas pessoas, que minha felicidade pode estar longe... só longe. Então é isso mesmo, se você realmente quiser saber como estou: é na bolha.
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