sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

[tem um turbilhão de coisas aqui dentro]

Essa semana tem sido de reflexões e angústias. Teve jogo no céu, fé e oração aqui na Terra. Teve confusão de sentimentos aqui dentro.
Impossível não se sensibilizar com a tragédia que levou tantas vidas, me fez lembrar o quão frágil é o ser humano. Eles estavam em busca de seus sonhos, assim como todos nós.
Passei a semana escrevendo a minha dissertação, mas foi difícil manter a concentração. Em meio ao pesar, preciso me manter forte, preciso terminar. Mas qual é a conta emocional que isso me custa? Valeu a pena? [Vou jogar na estatística]
Meu namorado não me conhece sem a paranóia do tal do mestrado, minha família me pergunta o tempo se não terminei [~ Está aí no quarto enclausurada a dias ~]. Nessas horas enxergo que estou enclausurada nessa prisão há quase dois anos. O que vejo na frente são esses papéis, tão frágeis quanto eu e meus sonhos. As vezes basta um voo mais alto para os pés serem arremessados para o chão.
[...]
Que bom que aqui posso ser desconexa, não preciso de citação... Ou será que meus pensamentos já se enquadram em alguma norma da ABNT?

quarta-feira, 23 de março de 2016

Meu coração está apertado, minha cabeça comprimida, minha mente não desliga. Podia ser só um momento de angústia, mas agora é sempre assim.
Eu que nem sempre me orgulhei do meu sono inabalável, agora acordo pela madrugada sem sono. Eu que dizia que meu pai trabalhava demais, agora passo horas depois do expediente, sábado e domingo respondendo emails. Eu que achava tudo fácil, agora me descabelo todo fim de mês equilibrando as contas mais prioritárias.
~Bem-vinda à vida de adulto.