quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
sábado, 7 de dezembro de 2013
Thanks God!
Deus... posso tirar o dia para agradecer? Posso, posssoooo?
Preciso contar algumas coisas primeiro... Como é incrível a sensação de dever cumprido depois de cinco anos de luta e dedicação. Não há dinheiro que pague por tudo que vivi. E olha que isso inclui todos os meus tropeços, minhas tristezas, minhas desilusões. Mas hoje, olhando tudo que passou, posso dizer que valeu a pena.
Me lembro como se fosse ontem do meu primeiro dia de aula e todas as incertezas que cruzaram comigo aquele portão de entrada, a começar pela sala de aula que eu deveria encontrar, acreditando que existia um prédio do meu curso dentro da universidade.
Depois veio o medo de ficar sozinha, longe da família. E então surgiu outra família na minha vida, a qual eu tinha acabado de conhecer e se mostravam tão perdidos quanto eu. Conhecendo eles, eu mergulhei num mundo de outras culturas. Aprendi a respeitar outros sotaques, objetivos de vida, costumes de família, costumes alimentares, crenças religiosas.
Também veio o inverno gelado, o frio, os finais de semestre, os trabalhos inacabáveis, as madrugadas pequenas perto de tanto conteúdo para estudar, a obsessão por café, as noites mal dormidas, o desespero, a coleta de insetos, folhas, flores... Só faltava levar a árvore inteira para casa. Vinha sol e chuva todos os dias, a irritação dos inúmeros banhos de chuva, a opção por comprar botas de borracha cansada de tanto ficar com os pés molhados o dia todo porque o sol não aparecia para secar os calçados.
Também chegava o final do mês, o dinheiro terminando, as moedinhas contadas para a comida.
Mas também chegava a calmaria (em partes), porque a comemoração nesses intervalos era tanta que não posso dizer que era calma. Aí vinham as festas, bebedeiras, as longas caminhadas para economizar em táxi, os "afters", a parceria inabalável de acompanhar os amigos até em casa para se certificar que tudo estava bem, ou até mesmo dormir na casa deles para descansar mais rápido.
Com tudo isso, abri meus olhos para outras realidades, e confesso, dei muito mais valor a tudo que aprendi dentro de casa. Foi quando descobri que nada supera o amor-próprio, e que nada na rua vai ser melhor do que a certeza de alguém cuidando e zelando pela tua felicidade, mesmo de longe.
Inúmeras foram as vezes em que liguei para casa aos prantos... Mas eu sempre soube que teria alguém do outro lado da linha me encorajando a continuar, ou para chorar junto comigo.
Houve momentos difíceis, onde a morte me puxou pelo braço várias vezes, e aos trancos e barrancos me livrei daquela maldita vontade.
Houveram muitos outros momentos felizes também: Viagens, aventuras, shows, baladas, aprendizado, bolsas de estudo, produção científica, amores, paixões, encontros e despedidas, saudades, descobertas, enfim... Não tenho vergonha de contar que voltei para os braços da minha família, mas voltei com uma bagagem incrível, que me sustenta e me realiza.
Agora a ansiedade é pelo que vem depois, pelo que ainda me espera... Seja o que for, que seja bem-vindo!
Preciso contar algumas coisas primeiro... Como é incrível a sensação de dever cumprido depois de cinco anos de luta e dedicação. Não há dinheiro que pague por tudo que vivi. E olha que isso inclui todos os meus tropeços, minhas tristezas, minhas desilusões. Mas hoje, olhando tudo que passou, posso dizer que valeu a pena.
Me lembro como se fosse ontem do meu primeiro dia de aula e todas as incertezas que cruzaram comigo aquele portão de entrada, a começar pela sala de aula que eu deveria encontrar, acreditando que existia um prédio do meu curso dentro da universidade.
Depois veio o medo de ficar sozinha, longe da família. E então surgiu outra família na minha vida, a qual eu tinha acabado de conhecer e se mostravam tão perdidos quanto eu. Conhecendo eles, eu mergulhei num mundo de outras culturas. Aprendi a respeitar outros sotaques, objetivos de vida, costumes de família, costumes alimentares, crenças religiosas.
Também veio o inverno gelado, o frio, os finais de semestre, os trabalhos inacabáveis, as madrugadas pequenas perto de tanto conteúdo para estudar, a obsessão por café, as noites mal dormidas, o desespero, a coleta de insetos, folhas, flores... Só faltava levar a árvore inteira para casa. Vinha sol e chuva todos os dias, a irritação dos inúmeros banhos de chuva, a opção por comprar botas de borracha cansada de tanto ficar com os pés molhados o dia todo porque o sol não aparecia para secar os calçados.
Também chegava o final do mês, o dinheiro terminando, as moedinhas contadas para a comida.
Mas também chegava a calmaria (em partes), porque a comemoração nesses intervalos era tanta que não posso dizer que era calma. Aí vinham as festas, bebedeiras, as longas caminhadas para economizar em táxi, os "afters", a parceria inabalável de acompanhar os amigos até em casa para se certificar que tudo estava bem, ou até mesmo dormir na casa deles para descansar mais rápido.
Com tudo isso, abri meus olhos para outras realidades, e confesso, dei muito mais valor a tudo que aprendi dentro de casa. Foi quando descobri que nada supera o amor-próprio, e que nada na rua vai ser melhor do que a certeza de alguém cuidando e zelando pela tua felicidade, mesmo de longe.
Inúmeras foram as vezes em que liguei para casa aos prantos... Mas eu sempre soube que teria alguém do outro lado da linha me encorajando a continuar, ou para chorar junto comigo.
Houve momentos difíceis, onde a morte me puxou pelo braço várias vezes, e aos trancos e barrancos me livrei daquela maldita vontade.
Houveram muitos outros momentos felizes também: Viagens, aventuras, shows, baladas, aprendizado, bolsas de estudo, produção científica, amores, paixões, encontros e despedidas, saudades, descobertas, enfim... Não tenho vergonha de contar que voltei para os braços da minha família, mas voltei com uma bagagem incrível, que me sustenta e me realiza.
Agora a ansiedade é pelo que vem depois, pelo que ainda me espera... Seja o que for, que seja bem-vindo!
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