Borboletas no estômago outra vez, inquieta, com medo de tudo.
Enquanto eles jogavam bola e elas cuidavam das suas casinhas eu falava com seres imaginários, era atriz, vivia em castelos da idade média e sonhava que até eu crescer a moda dos vestidos de época que eu via nas novelas voltasse na moda, desejava baixinho que não me mandassem brincar com ninguém, eu sempre fui egoísta, não suportava a idéia de didivir com eles meus planos de fugas, nem minhas sopinhas de massa corrida que sobrava das reformas. Eu vivi tanto tempo no meu mundo paralelo que esqueci de crescer, esqueci que o mundo girava, esqueci de ver que à minha volta tudo se transformava... O tempo passava e me conformava com a idéia que eu sempre seria o patinho feio no meio dos cisneis, mas dessa vez foi tudo diferente, meu desespero é o espelho na casa ao lado. O tempo passou, o mundo paralelo teve que se encontrar com o real, e eu não quero ver o fim lógico de tudo isso. Eu só queria me trancar na garagem outra vez, me travestir de sonhos e não ligar pra nada, nunca mais...