segunda-feira, 17 de outubro de 2011

É, hoje eu até senti um pouco de orgulho de mim, quando vi uma amiga chorando pelo que perdeu, e lembrar que eu já passei por isso, e me fiz mais forte cada vez que chorava pela mesma situação, lavando a alma de certo modo. Agora eu sinto até medo, porque cada vez que lavei a alma com o choro, acabei perdendo um pouco de mim, do que eu acreditava, do valor das pessoas. Me vejo cada vez mais distante, mais sem mim, mais desapegada do mundo. Talvez tenha sido o modo como encontrei para superar tudo aquilo, colocar pedras sobre o que mais me machucava... só tenho medo de me tornar impermeável demais aos sentimentos, ao que o vento continua trazendo de bom na minha vida.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

What?

É nessas horas que eu vejo que vinte anos na cara não são nada. Porque quando preciso ser forte, choro que nem quando fazia há muito tempo atrás e ainda me vejo fazendo cara feia quando algo que eu esperava muito não acontece. Às vezes queria voltar atrás para tentar fazer as coisas fluirem, nem que fosse do jeito mais ridículo... Como quando meu pai me disse que só iríamos sair de casa as 15h, e eu mudei o relógio da sala e mostrei para ele que já era horário de partir, é claro que foi em vão, porque ele riu ao ver aquilo. Ainda hoje eu ouço esses risos debochados, quando está impresso no meu rosto como estou desgostosa com a situação (como diria uma ex-professora com ar superior). Mas enfim, eles não são meu pai, não vão me dar uma boa explicação de porquê isso acontece e me mandar desfazer a cara feia.