Ontem meu relógio parou em 20:45h. Eram só 20:45h...
Com as malas prontas, pela primeira vez em meses eu senti medo de fechar aquela porta, dei a última olhada pela janela do meu quarto e sentei esperar os ponteiros rodarem, mesmo sabendo que eles não fariam isso. Talves eu não aguentasse mais aquela correria, mas por um tempo meu único desejo foi que o tempo continuasse como aquele relógio na minha frente, imóvel. Passei a odiar transitoriedades naquele momento pseudo-inexistente, eu só queria ficar no vácuo, no fundo tudo que eu não queria entender ia se passar horas depois, com a visão da avenida acelerando meu coração, e a certeza que metade dele não voltou mais comigo.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Da minha janela.
Nem tudo sai como se espera, a partir de certo tempo atrás comecei a acreditar em destino... Hoje, olhando para a vidraça cheia de pingos de chuva, lembrei de como a minha vida acabou trazendo, coisas surpreendentes, nem tudo maravilhoso, mas mesmo assim agradeço. A chuva trouxe, com cada pingo uma surpresa...uma vida nova, amigos novos (e maravilhosos por sinal), pessoas enlouquecidas, cada uma com um jeito, que acabei me envolvendo de certa forma ao ponto que hoje, carrego comigo um pouco de cada um, da velha vida, da nova, de todos os lugares que passei, de cada pessoa que conheci, de cada loucura que vivenciei. Aprendi que a chuva não me desmancha, sempre gostei literalmente de temporais, hoje entendo que o temporal figurativo é muito melhor, agora entendo que fiz o melhor que pude, não abandonei ninguém, só descobri o verdadeiro sentido de lavar a alma com um banho de chuva.
sábado, 19 de setembro de 2009
Mais uma volta.
Adoro as surpresas da vida, adoro ficar de bem, acordar e perceber que nem tudo está perdido, só espero que isso não vire uma conformação com o que o mundo traz. Saber que não sou igual a todos sempre me satisfez, e cada vez mais acredito que não preciso ser igual a eles para ser feliz... Certas experiências vão mostrando isso, por mais que talvez as vezes perdemos a esperança. Agora eu percebo o quanto me faz bem ver que eu não controlo nada, que eu também sou passado para alguém. ´Ela foi embora, ela não vai voltar.`
Tempo de recomeçar tudo de novo, e continuar a ser a metamorfose ambulante...
Tempo de recomeçar tudo de novo, e continuar a ser a metamorfose ambulante...
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
A roda gigante da vida.
Há alguns dias, uma lista com vários nomes mudou minha vida. Ela vêm sofrendo vários giros de um tempo para cá, mas parece que este foi o mais violento. Dê um lado, a esperança de tentar ser diferente, mudar, abandonar tantos costumes chatos e malignos que carrego comigo...E do outro, a incerteza do que vem pela frente, a tristeza em deixar a vida para trás, os amigos, as ruas que eu percorro desde que aprendi a caminhar, enfim de uma parte muito boa da minha vidinha. Sempre que eu me encontro nesse estado de angústia eu corro pra cá, chega a ser automático, pelo simples fato de poder desabafar pra ninguém, sem ter que ouvir os mesmos conselhos dados por todos...isso no fim faz muito bem.
domingo, 25 de janeiro de 2009
"..."
Nem tudo na vida precisa ser grande. Não precisamos de grandes amores, nem de quantidades exorbitantes de dinheiro para encontrarmos a felicidade. Se isso for analisado, doses exageradas de qualquer sensação "boa" arrasta outra leva de infelicidades. Ninguém consegue ser realmente feliz carregando nas costas o doloroso peso dos problemas atraídos pelos excessos. Pensando bem, a beleza da vida só pode ser encontrada nas pequenas coisas. Naqueles sentimos bons que só conseguimos nos mínimos detalhes, que vêm das pequenas criaturas.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
A vida é de cada um (...)
Diz-se que cada um é responsável por si próprio, por seus atos, por sua conduta e por todos as façanhas praticadas. Contudo, essas faláceas surgem enquanto o indivíduo mantém sua vida, conserva um coração batendo e um cérebro "funcionando" (Obs.: metade dos seres humanos não usam seus cérebros, simplesmente copiam o que os outros bilhões de seres fazem). O que acontece com essas afirmações quando a pessoa se incomoda com as batidas do coração? Quando ela simplesmente não suporta ver seu rosto no espelho? O desfecho forçado do trabalho dos pulmões se torna egoísmo, fraqueza de espírito...E muitos daqueles que chorarão saberão que na verdade, eles também queriam ser 'covardes' o suficiente para fazer a mesma coisa.
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