quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Recomeçar...

É, final de ano me deixa maluca, emotiva, mais paranoica que o normal. É como se eu chegasse em casa um furacão, cheia de mágoas e eles de alguma forma conseguem arrancar isso de mim... Conseguem recompor minha paciência, minha calma, meu carinho por eles, pela minha vida.

É difícil explicar o tanto que eu tenho refletido sobre a vida, sobre realmente existir... Se realmente isso tudo vale a pena! E mais difícil de explicar, é sobre como as coisas boas chegam até mim nas horas certas. Eu não tenho mais que me culpar por nada, só preciso reaprender a me acalmar. Aí vem um ano de muitas mudanças, sair da zona de conforto que vivo há algum tempinho, procurar novos rumos, ter novas responsabilidades. Céus, quando eu paro para pensar que mais um ano e vão ser 22, um diploma de Engenheira nas costas e o mundo inteiro pra ganhar. É demais ficar com medo?

Talvez tenha sido demais meu descontrole, minha insegurança. Esse foi o ano mais turbulento dos últimos, mas fico feliz que pelo menos cheguei aqui, não sei como, mas cheguei.

E fico mais feliz ainda, porque eu tenho uma família linda, que eu posso chegar aqui no meu porto seguro de qualquer maneira, que a paz desse lugar me acalma, me traz de volta, me faz lembrar quem sou de verdade...



segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Até onde esse espírito de mudança vai chegar, até onde eu vou aguentar mudar tão constantemente? Os últimos anos foram um enorme aprendizado, mas pensando bem... Eu também queria calmaria depois de tudo isso, queria um porto seguro. Assim como é bom voltar para casa e fugir da loucura agora, quero ter minha sensatez de volta, para sempre...

quinta-feira, 29 de novembro de 2012


[ Eu também quero viajar...]

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Flutuando.

Se você realmente quer saber se está tudo bem, não está. Me desculpa, mas eu não tenho mais tempo para ser educada e dizer que meu nome agora é Alice e vivo no País das Maravilhas... Eu estou tentando não me acabar de vez, é só isso. Eu tirei minha bolha do armário, me vesti dela outra vez e não quero ouvir você, nem mais ninguém. Eu não vou sair daqui tão cedo, porque quando eu sai, voltei  de um modo tão deprimente que nem eu quis mais me ver no espelho, se acostumaram tanto comigo dentro dela, onde nada me atingia, que eu não podia dar opinião, que eu não podia tocar nas pessoas, que minha felicidade pode estar longe... só longe. Então é isso mesmo, se você realmente quiser saber como estou: é na bolha.

domingo, 25 de novembro de 2012

Acho que devo começar a partir de agora acordar fazendo uma prece. Entre os meus dias ruins, eu ainda consigo estampar um riso no rosto e ver as coisas com calma. E não é fácil, de forma alguma, levantar a cabeça, reconhecer que fiz tudo errado outra vez... E todas essas vezes em que eu sentia tudo que era ruim me chamando para ir embora de vez, havia alguém comigo, de qualquer modo, segurando minhas mãos e dizendo fica. Minha prece é que essa paz não vá mais embora, que me carregue só mais um pouco, mas não me deixa cair... eu prometo que vou conseguir voltar a andar sozinha.

domingo, 18 de novembro de 2012

Eu desisti de mim, joguei tudo para o alto... mas eles não culpa, sei que no fundo fazem um tremendo esforço para não desistir de mim também.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Hoje eu acordei de novo com a corda pendurada fixa nos meus pensamentos. Ela balança entre os meus acertos e desacertos, entre os meus tropeços, deslizes e culpas que carrego comigo. Ela me acompanha nos momentos de loucura, nos meus surtos e só me desvia quando eu penso na dor que causaria a eles. Me pergunto todo santo dia o que eu ainda faço aqui, e me dói pensar em tudo que destruiria. Céus, eu tinha que estar aqui mesmo? Puxar a corda e apagar, como eu queria...