segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Flutuando.
Se você realmente quer saber se está tudo bem, não está. Me desculpa, mas eu não tenho mais tempo para ser educada e dizer que meu nome agora é Alice e vivo no País das Maravilhas... Eu estou tentando não me acabar de vez, é só isso. Eu tirei minha bolha do armário, me vesti dela outra vez e não quero ouvir você, nem mais ninguém. Eu não vou sair daqui tão cedo, porque quando eu sai, voltei de um modo tão deprimente que nem eu quis mais me ver no espelho, se acostumaram tanto comigo dentro dela, onde nada me atingia, que eu não podia dar opinião, que eu não podia tocar nas pessoas, que minha felicidade pode estar longe... só longe. Então é isso mesmo, se você realmente quiser saber como estou: é na bolha.
domingo, 25 de novembro de 2012
Acho que devo começar a partir de agora acordar fazendo uma prece. Entre os meus dias ruins, eu ainda consigo estampar um riso no rosto e ver as coisas com calma. E não é fácil, de forma alguma, levantar a cabeça, reconhecer que fiz tudo errado outra vez... E todas essas vezes em que eu sentia tudo que era ruim me chamando para ir embora de vez, havia alguém comigo, de qualquer modo, segurando minhas mãos e dizendo fica. Minha prece é que essa paz não vá mais embora, que me carregue só mais um pouco, mas não me deixa cair... eu prometo que vou conseguir voltar a andar sozinha.
domingo, 18 de novembro de 2012
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Hoje eu acordei de novo com a corda pendurada fixa nos meus pensamentos. Ela balança entre os meus acertos e desacertos, entre os meus tropeços, deslizes e culpas que carrego comigo. Ela me acompanha nos momentos de loucura, nos meus surtos e só me desvia quando eu penso na dor que causaria a eles. Me pergunto todo santo dia o que eu ainda faço aqui, e me dói pensar em tudo que destruiria. Céus, eu tinha que estar aqui mesmo? Puxar a corda e apagar, como eu queria...
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Acordei mais leve.
A rotina me cansa, e quando isso acontece, passo a questionar tudo e todos que me cercam. É como se eu caísse em monotonia até que um estalo me sacode, me empurra para o que gosto de verdade, me afasta de tudo que me aborrece [e que acabo assentindo enquanto estou sendo mulher mecânica], talvez seja bipolaridade mesmo, mas confesso que preciso agradecer por esse temperamento vez ou outra. Só rezo para que só permaneça o que for válido, e o que não faz mesmo, que se afaste mais.
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
[...]
Mais um aniversário, e dessa vez meu único desejo é que tudo que for ruim se afaste de mim. Que a vida seja mais doce, por favor! Eu me cansei de ser cheia de mágoas, de desilusões... eu quero, preciso acreditar em mim dessa vez. Preciso juntar cada caco de esperança na vida que ainda restou, a fé que vai dar certo, antes que meus sonhos e tudo mais acabem dependurados numa corda, na janela do meu quarto.
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