domingo, 18 de março de 2012

Estranho é abrir uma caixa e ver que são só retalhos de uma brecha de alegria no meio de tanta falsidade, tanta desilusão... É tanta bipolaridade, que meu sorriso anda bailando com a maluquisse pelas esquinas da vida, e no outro instante eu estou com a cara fechada e amarrada à preguiça de viver, de ser feliz... de ainda ter ânimo para procurar um motivo para desejar bom-dia ao sol. Enquanto isso eu continuo abrindo a caixa para reencontrar quem deixei preso lá dentro, num momento bom... pra sempre.

quinta-feira, 1 de março de 2012

?

Hoje eu enxuguei de novo as lágrimas, engoli e o choro e tentei entender o que vai se passando. Eu me sinto tão platéia da própria vida as vezes que me decepciono... Mas outras tantas vezes eu só queria ficar no meu banquinho, no canto da calçada, ver o que se passa pela rua do destino, e eles insistem em querer me arrancar dali, custa tanto assim?! Custa tão caro assentir com alguma coisa? Sei que chegou um ponto que tanto faz, tá mais fácil tirar o meu banco da calçada e ir embora de vez...

sábado, 7 de janeiro de 2012

Indignação

Cansei de ver as pessoas fingindo que se importam com as coisas. Nada vai mudar se você postar nas redes sociais que quer mudar o mundo, que não suporta futilidade enquanto muitos passam fome. Assiste programas idiotas quem quer, compra casacos de pele quem não tem sensibilidade, matam cachorros os desequilibrados... Eu preciso fazer minha parte, atender quem me pede um copo d'água, um prato de comida, um agasalho no frio, fazer parte dos grupos que realmente ajudam e tentam fazer alguma coisa, não dos que acham muito cômodo ficar atrás de uma tela reclamando da vida. Usa sua liberdade de expressão para fazer alguma coisa, please!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Bolha? Estou precisando de você de novo, estou precisando ficar invisível a tudo que está se passando, estou precisando fugir de novo de mim mesma pela milésima vez. Preciso de um tempo, preciso agora.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

É, hoje eu até senti um pouco de orgulho de mim, quando vi uma amiga chorando pelo que perdeu, e lembrar que eu já passei por isso, e me fiz mais forte cada vez que chorava pela mesma situação, lavando a alma de certo modo. Agora eu sinto até medo, porque cada vez que lavei a alma com o choro, acabei perdendo um pouco de mim, do que eu acreditava, do valor das pessoas. Me vejo cada vez mais distante, mais sem mim, mais desapegada do mundo. Talvez tenha sido o modo como encontrei para superar tudo aquilo, colocar pedras sobre o que mais me machucava... só tenho medo de me tornar impermeável demais aos sentimentos, ao que o vento continua trazendo de bom na minha vida.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

What?

É nessas horas que eu vejo que vinte anos na cara não são nada. Porque quando preciso ser forte, choro que nem quando fazia há muito tempo atrás e ainda me vejo fazendo cara feia quando algo que eu esperava muito não acontece. Às vezes queria voltar atrás para tentar fazer as coisas fluirem, nem que fosse do jeito mais ridículo... Como quando meu pai me disse que só iríamos sair de casa as 15h, e eu mudei o relógio da sala e mostrei para ele que já era horário de partir, é claro que foi em vão, porque ele riu ao ver aquilo. Ainda hoje eu ouço esses risos debochados, quando está impresso no meu rosto como estou desgostosa com a situação (como diria uma ex-professora com ar superior). Mas enfim, eles não são meu pai, não vão me dar uma boa explicação de porquê isso acontece e me mandar desfazer a cara feia.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

E o sorriso, para onde foi?

Me cansa. Cansa ouvir o comentário de ser bizarro, assim como me cansa a conversa mole, a piada sem graça e os incovenientes, os com SUPER ego. Algo de bom em não ser a miss simpatia com quem não interessa, é que não preciso me gastar. Só preciso de um cantinho, para meu mundo, fechado. Como eu sinto da minha infância bem lunática, dos meus planos de dominar o mundo. Que eu não vim desse planeta sempre soube, e que sempre guardei meu sorriso pras almas que eu reconheço também... Certa vez ouvi: gente comum me cansa, e eu curtirei eternamente essa frase... não preciso de ninguém igual ao meu lado, preciso das pessoas mais avessas, para me fazer sentir viva todo dia.