segunda-feira, 17 de outubro de 2011
É, hoje eu até senti um pouco de orgulho de mim, quando vi uma amiga chorando pelo que perdeu, e lembrar que eu já passei por isso, e me fiz mais forte cada vez que chorava pela mesma situação, lavando a alma de certo modo. Agora eu sinto até medo, porque cada vez que lavei a alma com o choro, acabei perdendo um pouco de mim, do que eu acreditava, do valor das pessoas. Me vejo cada vez mais distante, mais sem mim, mais desapegada do mundo. Talvez tenha sido o modo como encontrei para superar tudo aquilo, colocar pedras sobre o que mais me machucava... só tenho medo de me tornar impermeável demais aos sentimentos, ao que o vento continua trazendo de bom na minha vida.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
What?
É nessas horas que eu vejo que vinte anos na cara não são nada. Porque quando preciso ser forte, choro que nem quando fazia há muito tempo atrás e ainda me vejo fazendo cara feia quando algo que eu esperava muito não acontece. Às vezes queria voltar atrás para tentar fazer as coisas fluirem, nem que fosse do jeito mais ridículo... Como quando meu pai me disse que só iríamos sair de casa as 15h, e eu mudei o relógio da sala e mostrei para ele que já era horário de partir, é claro que foi em vão, porque ele riu ao ver aquilo. Ainda hoje eu ouço esses risos debochados, quando está impresso no meu rosto como estou desgostosa com a situação (como diria uma ex-professora com ar superior). Mas enfim, eles não são meu pai, não vão me dar uma boa explicação de porquê isso acontece e me mandar desfazer a cara feia.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
E o sorriso, para onde foi?
Me cansa. Cansa ouvir o comentário de ser bizarro, assim como me cansa a conversa mole, a piada sem graça e os incovenientes, os com SUPER ego. Algo de bom em não ser a miss simpatia com quem não interessa, é que não preciso me gastar. Só preciso de um cantinho, para meu mundo, fechado. Como eu sinto da minha infância bem lunática, dos meus planos de dominar o mundo. Que eu não vim desse planeta sempre soube, e que sempre guardei meu sorriso pras almas que eu reconheço também... Certa vez ouvi: gente comum me cansa, e eu curtirei eternamente essa frase... não preciso de ninguém igual ao meu lado, preciso das pessoas mais avessas, para me fazer sentir viva todo dia.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Autismo.
Vai girando, girando... e eu aqui. Maldita sensação de estar parada no tempo, eu preciso ir embora, fugir para qualquer lugar. Eu preciso de uma conexão urgente entre todos os meus planos e o tempo, eu cansei das mesmas pessoas, desses mesmos papos...
"Tinha a força de quem sabe que a hora certa vai chegar..."
"Tinha a força de quem sabe que a hora certa vai chegar..."
quinta-feira, 28 de julho de 2011
sexta-feira, 15 de julho de 2011
'E na parede da memória, essa lembrança é o quadro que mais dói'
Ontem eu sai para fugir um pouco do tédio e fui caminhando pelo mesmo rumo que eu costumava pegar em final de tarde dos verões passados, eu tinha esquecido como era linda a visão do pôr-do-sol daquele ângulo. E para completar meu presente, na volta já dava de ver a lua cheia surgindo. Como me faz bem, como eu sinto falta dessas coisas...
Com o corre-corre que vivo nos últimos anos, acabei atropelando essas minhas manias. De ver o pôr-do-sol, deitar para ver estrelas, mergulhar no mundo dos teatros, poesia... Me deu tanta saudade de tudo isso, de eu mesmo de alguns anos atrás. Espero que dessa vez eu leve adiante meus antigos "projetos", que eu não caia na rotina puramente universitária outra vez.
Aiii, essa casa e o colo da mãe me traz tanta nostalgia, até me emocionei sentada no sofá vendo a VHS do meu pai tentando arrumar meus míseros fios de cabelo loiro para tirar a foto, máquina analógica, 36 poses da minha tia. Dezesseis anos passaram tão rápido, a fachada da casa a mesma... Mas tanta coisa mudou aqui dentro, tantas histórias, só torço para que esse amor e os laços que ainda temos nunca se quebrem, nunca mesmo!
Com o corre-corre que vivo nos últimos anos, acabei atropelando essas minhas manias. De ver o pôr-do-sol, deitar para ver estrelas, mergulhar no mundo dos teatros, poesia... Me deu tanta saudade de tudo isso, de eu mesmo de alguns anos atrás. Espero que dessa vez eu leve adiante meus antigos "projetos", que eu não caia na rotina puramente universitária outra vez.
Aiii, essa casa e o colo da mãe me traz tanta nostalgia, até me emocionei sentada no sofá vendo a VHS do meu pai tentando arrumar meus míseros fios de cabelo loiro para tirar a foto, máquina analógica, 36 poses da minha tia. Dezesseis anos passaram tão rápido, a fachada da casa a mesma... Mas tanta coisa mudou aqui dentro, tantas histórias, só torço para que esse amor e os laços que ainda temos nunca se quebrem, nunca mesmo!
sábado, 25 de junho de 2011
"E destes dias tão estranhos..."
Alguém põe minha cabeça no lugar por favor? Surtos de choro, nervos me matando, minha cabeça explodindo, meus complexos de inferioridade, abandono e suicídio voltaram. Passaram-se os anos, e em 24h eu lembrei que é aquela menininha indefesa que ainda mora e manda aqui dentro, eu só queria minha mãe aqui do meu lado para segurar a minha mão como há alguns anos ela fazia para eu dormir bem... Agora ela tenta me consolar pelo telefone, mal conseguindo se conter quando atendeu o telefone e era eu, chorando por nada e por tudo, do outro lado da linha.
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