quarta-feira, 8 de maio de 2013
Para sempre Maria
Estou chegando para ver você. Me desculpe por ser tão ausente, por mesmo estando ao seu lado ficar calada tantas vezes. Mas mais do que ninguém, você me conhece, e sabe que esse é meu jeito de amar as pessoas, muitas vezes em silêncio. Desculpe também pelas reclamações de sempre... eu assumo: não sei guardar dinheiro, não sei me controlar nas compras, não sei ser uma boa dona de casa, nem uma boa filha... Mas o tempo foi passando e me mostrando que o teu amor está até mesmo nas tentativas de me fazer mudar em tudo isso. Não tenho nem palavras para descrever o que significa para mim, só tenho a agradecer... por tantas vezes me fazer sentir segura, por segurar minhas mãozinhas desde pequena em qualquer situação de doença, dizendo que ia ficar tudo bem. Mãe, só de ter você ao meu lado eu me sinto bem... Obrigada, minha linda, por tudo! Me espera, que depois de tanto tempo vou conseguir dizer mais que um alô por telefone pra ti no dia das mães, to chegando com um abraço bem apertado, e pra dizer que nesse dia, quem ganhou um presente divino fomos nós! Te amo ;*
"...Maria, pra você eu voaria, eu voaria sim!"
segunda-feira, 29 de abril de 2013
Alguém aí pode me dar um colo? Tem alguém aí? Por favor! Eu já não caibo mais no colo dos meus pais, hoje eu não vou ligar, não vou abafar o choro enquanto falo com eles. Hoje foi dia de encher o olho de lágrimas e perceber que eles só queriam zelar por mim, enquanto eu fazia birra com eles. Hoje eu acordei me imaginando distante, longe de tudo isso... E ao mesmo tempo imaginei eles sem mim, e todo o estrago.
(...)
Toda vez que isso acontece, passa um filme na minha cabeça: ainda criança, depois uma adolescente desastrada, depois uma "quase engenheira" indecisa, e eles me levando sempre pela mão.. Sinto como se eles não soltassem dela por nada, sabendo que eu vou me despedir quando isso acontecer. E as vezes me vem à cabeça se seria um até breve, ou um adeus para sempre.
(...)
Por favor não soltem, mesmo longe e sem querer transparecer, eu preciso disso, eu preciso de vocês.
(...)
Toda vez que isso acontece, passa um filme na minha cabeça: ainda criança, depois uma adolescente desastrada, depois uma "quase engenheira" indecisa, e eles me levando sempre pela mão.. Sinto como se eles não soltassem dela por nada, sabendo que eu vou me despedir quando isso acontecer. E as vezes me vem à cabeça se seria um até breve, ou um adeus para sempre.
(...)
Por favor não soltem, mesmo longe e sem querer transparecer, eu preciso disso, eu preciso de vocês.
terça-feira, 26 de março de 2013
Desculpa se eu sou tão complicada. É que o tempo passou e eu já não tenho mais a paciência que eu tinha com as pessoas, desculpa de verdade... mas eu não vou aguentar suas grosserias. Eu estou morando aqui na minha bolha de novo. E eu não te proibi de me visitar, mas eu não quero mais ser incomodada com sua falta de caráter. Eu vou continuar aqui, fingindo que não sei de nada, só para ver até onde vai seu orgulho ferido mentindo. Mas saiba que eu vou ficar aqui só observando, não quero de jeito nenhum ter que engolir o choro outra vez.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Por quatro anos, minhas férias foram em função do que seria o próximo ano letivo. Quais seriam as próximas aventuras, os novos amigos... mas com a certeza de que em um ano, as coisas recomeçariam do mesmo modo que os outros. Essas são as últimas férias, parece que de repente eu acordei "gente grande", com mais responsabilidades, menos esperança em magia, que algo vá mudar em segundos. Hoje acredito mais do que nunca, que embora todos tenhamos capacidade, só consegue algum reconhecimento quem aposta em muito esforço. Não tenho a menor ideia do que estarei fazendo daqui há exatamente um ano, quem sabe esteja desempregada, talvez comemorando uma prova de ingresso em pós-graduação, ou até mesmo trabalhando. Talvez nenhum dos meus planos deem certo, e o mais incrível é que pela primeira vez na vida estou tendo que levar a sério meus planos para o futuro... O papo entre família de morar no Nordeste se tornou menos palpável, enquanto a preocupação com os concursos públicos do ano aumentam. Meus amigos não estão mais onde eu morava, meus amigos de verdade estão aqui comigo e em breve irão seguir seus caminhos também. O futuro "distante" das festividades do último semestre frequentando aulas chegou, e minha conta bancária continua despreparada... Tão despreparada quanto eu, que ainda ligo chorando vez ou outra para casa, com saudade de alguém deles por perto. Os próximos meses serão essenciais, dignos de decisões que talvez mudem tudo, ou não. É nessas horas que refaço meu pedido do ano milhares de vezes mentalmente: Deus, ilumina meu caminho, minhas escolhas...Amém!
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
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