Borboletas no estômago outra vez, inquieta, com medo de tudo.
Enquanto eles jogavam bola e elas cuidavam das suas casinhas eu falava com seres imaginários, era atriz, vivia em castelos da idade média e sonhava que até eu crescer a moda dos vestidos de época que eu via nas novelas voltasse na moda, desejava baixinho que não me mandassem brincar com ninguém, eu sempre fui egoísta, não suportava a idéia de didivir com eles meus planos de fugas, nem minhas sopinhas de massa corrida que sobrava das reformas. Eu vivi tanto tempo no meu mundo paralelo que esqueci de crescer, esqueci que o mundo girava, esqueci de ver que à minha volta tudo se transformava... O tempo passava e me conformava com a idéia que eu sempre seria o patinho feio no meio dos cisneis, mas dessa vez foi tudo diferente, meu desespero é o espelho na casa ao lado. O tempo passou, o mundo paralelo teve que se encontrar com o real, e eu não quero ver o fim lógico de tudo isso. Eu só queria me trancar na garagem outra vez, me travestir de sonhos e não ligar pra nada, nunca mais...
sábado, 30 de outubro de 2010
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Feliz aniversário.
Odeio madrugadas de final se semana na internet, fato. Odeio sentir minha cara de boba na frente da tela, ouvindo um rock depressivo e viajando pelos pensamentos. Odeio saber que é mais um errado, que mais uma vez eu vou quebrar a cara... Por que ninguém nos avisa do perigo que é viver quando a gente nasce? É nessas horas que eu queria voltar a ser a pessoa centrada e empenhada para estudar, quem sabe não sobraria tempo para pensar nos desastres amorosos, nem no medo do futuro, nem nas lágrimas que eu gastei ontem porque me dei conta que mais um ano se passou, eu estou cada vez mais velha, ainda me achando uma borboleta num aquário. É depois que se passa dos dezoito que conhecemos o verdadeiro sentido da expressão "o tempo voa". Acho que o meu tempo está turbinado, porque parece que foi ontem que eu cheguei em casa embreagada sorrindo por ser maior de idade, e agora eu choro pior do que criança porque tem um caminhão de responsabilidade nas minhas costas e eu só queria sumir... Depois de reler todas essas filosofias sem nexo é que eu me lembro porque que odeio tanto a internet na madrugada.
domingo, 4 de julho de 2010
the end.
Me embrulha o estômago toda vez lembro do que eu já fiz pra fugir do tédio e do medo, e no fim o medo sempre foi de ficar sozinha, sempre! No último ano mudei tanto que as vezes tenho medo até do que vejo no espelho, não foi pra pior, eu sei que não... mas não me reconheço mais, a essência é a mesma, travestida de tantos jeitos diferentes que é difícil me lembrar do que eu era. O pior de tudo é que em toda cena de fuga, o que surge é a lembrança da corda pendurada no andar de baixo, e a certeza de que tudo podia ter acabado. Um fim à alguns passos, e o que sempre manteve essa distância foi a falta de coragem, se alguma dia ela chegar, o que estão contados são os meus suspiros.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Nostalgia.
E nesses dias frios de começo do inverno eu sinto saudades de quando era criança, de sentar no colo da minha mãe e dormir com um beijo de boa-noite. Hoje eu não tenho ninguém para abraçar quando o medo bater, a tecnologia permite ver, ouvir, mas no fundo eu estou sempre sozinha, com a internet, celular, o mp3, o computador, mas sozinha...
Não é que alguém queira que o tempo volte, o que passou está bem arquivado em nossas memórias, porém cada dia mais eu sinto a distância, eu sinto a falta das pessoas que mais amo no mundo, e definitivamente, amor eterno é só de pai e mãe. Posso ter os melhores amigos do mundo, mas assim como já aconteceu, um dia os caminhos passam a se desencontrar, e quem vai lembrar de você antes de dormir e ligar se tudo está bem não serão eles. Aguentei tanta coisa por quem amei de verdade, ainda aguento, mas hoje sei bem quem faz por merecer, hoje eu acordo todo dia esperando dar o melhor de mim, e vou continuar fazendo o que puder por mim, por eles... Sei que já cresci demais para ganhar colo e um beijo de despedida, mas é por esse amor que eu vou até o fim!
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Untitled
Ontem meu relógio parou em 20:45h. Eram só 20:45h...
Com as malas prontas, pela primeira vez em meses eu senti medo de fechar aquela porta, dei a última olhada pela janela do meu quarto e sentei esperar os ponteiros rodarem, mesmo sabendo que eles não fariam isso. Talves eu não aguentasse mais aquela correria, mas por um tempo meu único desejo foi que o tempo continuasse como aquele relógio na minha frente, imóvel. Passei a odiar transitoriedades naquele momento pseudo-inexistente, eu só queria ficar no vácuo, no fundo tudo que eu não queria entender ia se passar horas depois, com a visão da avenida acelerando meu coração, e a certeza que metade dele não voltou mais comigo.
Com as malas prontas, pela primeira vez em meses eu senti medo de fechar aquela porta, dei a última olhada pela janela do meu quarto e sentei esperar os ponteiros rodarem, mesmo sabendo que eles não fariam isso. Talves eu não aguentasse mais aquela correria, mas por um tempo meu único desejo foi que o tempo continuasse como aquele relógio na minha frente, imóvel. Passei a odiar transitoriedades naquele momento pseudo-inexistente, eu só queria ficar no vácuo, no fundo tudo que eu não queria entender ia se passar horas depois, com a visão da avenida acelerando meu coração, e a certeza que metade dele não voltou mais comigo.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Da minha janela.
Nem tudo sai como se espera, a partir de certo tempo atrás comecei a acreditar em destino... Hoje, olhando para a vidraça cheia de pingos de chuva, lembrei de como a minha vida acabou trazendo, coisas surpreendentes, nem tudo maravilhoso, mas mesmo assim agradeço. A chuva trouxe, com cada pingo uma surpresa...uma vida nova, amigos novos (e maravilhosos por sinal), pessoas enlouquecidas, cada uma com um jeito, que acabei me envolvendo de certa forma ao ponto que hoje, carrego comigo um pouco de cada um, da velha vida, da nova, de todos os lugares que passei, de cada pessoa que conheci, de cada loucura que vivenciei. Aprendi que a chuva não me desmancha, sempre gostei literalmente de temporais, hoje entendo que o temporal figurativo é muito melhor, agora entendo que fiz o melhor que pude, não abandonei ninguém, só descobri o verdadeiro sentido de lavar a alma com um banho de chuva.
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