domingo, 4 de julho de 2010

the end.

Me embrulha o estômago toda vez lembro do que eu já fiz pra fugir do tédio e do medo, e no fim o medo sempre foi de ficar sozinha, sempre! No último ano mudei tanto que as vezes tenho medo até do que vejo no espelho, não foi pra pior, eu sei que não... mas não me reconheço mais, a essência é a mesma, travestida de tantos jeitos diferentes que é difícil me lembrar do que eu era. O pior de tudo é que em toda cena de fuga, o que surge é a lembrança da corda pendurada no andar de baixo, e a certeza de que tudo podia ter acabado. Um fim à alguns passos, e o que sempre manteve essa distância foi a falta de coragem, se alguma dia ela chegar, o que estão contados são os meus suspiros.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Nostalgia.

E nesses dias frios de começo do inverno eu sinto saudades de quando era criança, de sentar no colo da minha mãe e dormir com um beijo de boa-noite. Hoje eu não tenho ninguém para abraçar quando o medo bater, a tecnologia permite ver, ouvir, mas no fundo eu estou sempre sozinha, com a internet, celular, o mp3, o computador, mas sozinha...
Não é que alguém queira que o tempo volte, o que passou está bem arquivado em nossas memórias, porém cada dia mais eu sinto a distância, eu sinto a falta das pessoas que mais amo no mundo, e definitivamente, amor eterno é só de pai e mãe. Posso ter os melhores amigos do mundo, mas assim como já aconteceu, um dia os caminhos passam a se desencontrar, e quem vai lembrar de você antes de dormir e ligar se tudo está bem não serão eles. Aguentei tanta coisa por quem amei de verdade, ainda aguento, mas hoje sei bem quem faz por merecer, hoje eu acordo todo dia esperando dar o melhor de mim, e vou continuar fazendo o que puder por mim, por eles... Sei que já cresci demais para ganhar colo e um beijo de despedida, mas é por esse amor que eu vou até o fim!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Eu só não quero acreditar que tudo que vejo na janela a minha frente são ilustrações da minha própria fantasia grudadas na vidraça, não me deixe abrir a janela, não me deixe voltar para lá...

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Untitled

Ontem meu relógio parou em 20:45h. Eram só 20:45h...
Com as malas prontas, pela primeira vez em meses eu senti medo de fechar aquela porta, dei a última olhada pela janela do meu quarto e sentei esperar os ponteiros rodarem, mesmo sabendo que eles não fariam isso. Talves eu não aguentasse mais aquela correria, mas por um tempo meu único desejo foi que o tempo continuasse como aquele relógio na minha frente, imóvel. Passei a odiar transitoriedades naquele momento pseudo-inexistente, eu só queria ficar no vácuo, no fundo tudo que eu não queria entender ia se passar horas depois, com a visão da avenida acelerando meu coração, e a certeza que metade dele não voltou mais comigo.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Da minha janela.

Nem tudo sai como se espera, a partir de certo tempo atrás comecei a acreditar em destino... Hoje, olhando para a vidraça cheia de pingos de chuva, lembrei de como a minha vida acabou trazendo, coisas surpreendentes, nem tudo maravilhoso, mas mesmo assim agradeço. A chuva trouxe, com cada pingo uma surpresa...uma vida nova, amigos novos (e maravilhosos por sinal), pessoas enlouquecidas, cada uma com um jeito, que acabei me envolvendo de certa forma ao ponto que hoje, carrego comigo um pouco de cada um, da velha vida, da nova, de todos os lugares que passei, de cada pessoa que conheci, de cada loucura que vivenciei. Aprendi que a chuva não me desmancha, sempre gostei literalmente de temporais, hoje entendo que o temporal figurativo é muito melhor, agora entendo que fiz o melhor que pude, não abandonei ninguém, só descobri o verdadeiro sentido de lavar a alma com um banho de chuva.

sábado, 19 de setembro de 2009

Mais uma volta.

Adoro as surpresas da vida, adoro ficar de bem, acordar e perceber que nem tudo está perdido, só espero que isso não vire uma conformação com o que o mundo traz. Saber que não sou igual a todos sempre me satisfez, e cada vez mais acredito que não preciso ser igual a eles para ser feliz... Certas experiências vão mostrando isso, por mais que talvez as vezes perdemos a esperança. Agora eu percebo o quanto me faz bem ver que eu não controlo nada, que eu também sou passado para alguém. ´Ela foi embora, ela não vai voltar.`
Tempo de recomeçar tudo de novo, e continuar a ser a metamorfose ambulante...

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

A roda gigante da vida.

Há alguns dias, uma lista com vários nomes mudou minha vida. Ela vêm sofrendo vários giros de um tempo para cá, mas parece que este foi o mais violento. Dê um lado, a esperança de tentar ser diferente, mudar, abandonar tantos costumes chatos e malignos que carrego comigo...E do outro, a incerteza do que vem pela frente, a tristeza em deixar a vida para trás, os amigos, as ruas que eu percorro desde que aprendi a caminhar, enfim de uma parte muito boa da minha vidinha. Sempre que eu me encontro nesse estado de angústia eu corro pra cá, chega a ser automático, pelo simples fato de poder desabafar pra ninguém, sem ter que ouvir os mesmos conselhos dados por todos...isso no fim faz muito bem.